Descobri que estava grávida durante as férias, em fevereiro. Estava em Belém, um lugar muito quente e úmido e comecei a me sentir mal diariamente... após alguns dias, tomei coragem e fiz o teste: POSITIVO. Era minha segunda gestação não planejada e decidi que não falaria pra ninguém. Voltei para Curitiba e aos poucos fui contando, primeiro para os amigos mais próximos, familiares, mais amigos, até a notícia se espalhar.
Apesar do mal-estar nos primeiros meses e de levar alguns sustos com exames mal interpretados, tive uma gestação muito saudável. Sentia-me disposta, cheia de energia e bonita, muito bonita... diferente da primeira gestação, dessa vez não tive muito apetite, consegui me alimentar de forma balanceada e engordei exatos 10 kg. Emocionalmente, foi um período difícil, mas freqüentei as aulas de Yoga e Preparação para o parto do Aobä e sempre que possível, conversava bastante com a Talia e a Luciana, doulas queridas. E apesar das "turbulências", sempre mantive uma certeza: Ariel nasceria em casa!
Apesar do mal-estar nos primeiros meses e de levar alguns sustos com exames mal interpretados, tive uma gestação muito saudável. Sentia-me disposta, cheia de energia e bonita, muito bonita... diferente da primeira gestação, dessa vez não tive muito apetite, consegui me alimentar de forma balanceada e engordei exatos 10 kg. Emocionalmente, foi um período difícil, mas freqüentei as aulas de Yoga e Preparação para o parto do Aobä e sempre que possível, conversava bastante com a Talia e a Luciana, doulas queridas. E apesar das "turbulências", sempre mantive uma certeza: Ariel nasceria em casa!
Quando completei 36 semanas, por intermédio da Luciana e da Talia, conheci a equipe de enfermeiras que me acompanhariam: Adelita, Aline e Maria Rita. Foi uma longa busca até que elas aparecessem, mas chegaram no momento certo, não poderia ser melhor. Depois de um pré-natal "animado", freqüentando diversos médicos do convênio particular e do programa Mãe Curitibana, enfim conheci as pessoas certas e sabia que seria bem assistida.
As semanas se passaram de forma tranqüila, estava sendo monitorada pelas enfermeiras e nos dois pré-natais e tudo corria bem. Mas a dona Ansiedade estava a postos, incomodando diariamente e quando completei 38 semanas, comecei a achar que a coisa estava muito demorada! Marquei uma sessão terapêutica para destravar possíveis bloqueios à vinda do Ariel e depois disso, me sentia mais preparada.
No dia 23, virada da lua cheia, Maria Rita (enfermeira) esteve em casa e fizemos algumas manobras. Na mesma noite, fizemos uma meditação, eu e meu marido, preparando a chegada do Ariel. Senti que ele deu aquela "encaixadinha final", mas continuou quieto. Então marcamos uma nova visita para o dia 26, domingo, quando estariam presentes as enfermeiras e as doulas, para uma reunião final antes do parto. Eu já estava com 39 semanas e 3 dias...
Às 4h do dia 26, acordei sentindo um leve incomodo. Sabia o que estava acontecendo e num misto de alegria e medo, andei pela casa, meditei e rolei na cama até amanhecer. Às 6h, acordei meu marido: "é hoje, ele está chegando!". Ele me abraçou e perguntou se eu queria avisar a equipe; mas ainda era cedo, achei melhor esperar. Às 8h, comecei a cronometrar as contrações: estavam bem regulares e curtas, de 5 em 5 minutos, com menos de 30 segundos. Então liguei para Maria Rita, expliquei a situação e falei que ligaria depois do almoço. Antes que o Ariel chegasse, ainda queria participar de um temascal em Campina Grande do Sul. Mas as contrações evoluíram e senti que seria mais prudente ficar em casa.
Às 9h mais ou menos, marido e filho saíram e, sozinha, pude perceber melhor o trabalho de parto. Logo parei de cronometrar, pois aquilo estava me deixando tensa... Aspirei a casa, preparei o "ninho" no quarto das crianças, perfumei tudo com óleo de laranja doce, me arrumei, acendi uma vela e comecei a meditar. A cada contração, sentia meu corpo se preparando para o tão sonhado momento... era lindo! Tudo estava acontecendo da forma mais perfeita, estava serena, em casa, sozinha, em silêncio e nesse momento senti que daria conta, que só dependia de mim e mais ninguém...
Aline (enfermeira) ligou e em poucos minutos, já estava na minha casa. Eram quase 11h e a essa altura, eu me sentia meio aérea, já com bastante dor e uma leve vontade de empurrar. Ela fez o toque e, para minha alegria, estava com dilatação total. Não sei em que momento aconteceu, mas quando me dei conta, Junior e Luan (marido e filho) estavam sentados na cama, olhando, amorosamente me apoiando. Em volta de mim, Adelita, Aline, Maria Rita e Luciana (as enfermeiras e a doula). Estava em quatro apoios e respirava profundamente. Em algumas respirações, senti uma pressão interna, um estouro e minha roupa ficou toda molhada - era a bolsa! Que emoção! Aguardava ansiosa esse momento, que é maravilhoso, um sinal de que estamos quase lá. Respirava com a boca bem aberta, deixando o ar sair e criando forças para a próxima respiração. Já não tinha pudores de fazer barulho ou chamar a atenção dos vizinhos (mas depois me disseram que ninguém no prédio ouviu nada, ficaram surpresos de saber que tinha nascido em casa). Senti a cabecinha dele coroando, toquei seus cabelos. Mais um pouquinho, passou a cabeça. Esse momento é indescritível, único, magnífico! Lembro de ficar confusa ao tocar a cabeça: "será que é ele?"... Mais um pouquinho, força, concentração, respiração: NASCEU!!!
Às 12h48 – mais ou menos, pois ninguém olhou exatamente o horário – nasceu Ariel! Lindo, sereno, forte, com 49 cm e 3.610 kg, no seu quarto, na segurança e conforto de casa. Junto com ele, nasceu uma nova mulher, mais segura, mais determinada... As vezes, olho pra ele e nem acredito... foi – e continua sendo - tudo tão perfeito!
Durante todo o processo, fomos respeitados em nossas vontades; tudo aconteceu de forma fluida, no nosso tempo. A presença tanto das enfermeiras quanto da Lu foi absolutamente discreta, um apoio e atenção na medida certa... Depois de algum tempo, diante de algumas dificuldades, elas me ajudaram com a amamentação e hoje estamos em plena lua-de-leite!
Durante todo o processo, fomos respeitados em nossas vontades; tudo aconteceu de forma fluida, no nosso tempo. A presença tanto das enfermeiras quanto da Lu foi absolutamente discreta, um apoio e atenção na medida certa... Depois de algum tempo, diante de algumas dificuldades, elas me ajudaram com a amamentação e hoje estamos em plena lua-de-leite!
Pra mim, o parto é um momento de mergulho no ser, de conexão com o lado primitivo de ser mulher, com toda força e todo potencial que temos. A mulher que se permite essa experiência, jamais será a mesma... Acho importante dizer para as mulheres que por ventura leiam esse relato que o que importa não é saber que o PARTO DO ARIEL foi bem, mas saber que TODOS PODEM SER IGUALMENTE BEM-SUCEDIDOS.
Luan e Ariel, 7h de vida

Amiga, que relato lindo, realmente, divino, tudo natural, como deve ser, como Ele planejou para nós.
ResponderExcluirNão vou pensar duas vezes quando for a minha vez...=)
Menina, que coisa linda! Parabéns pela coragem e pela realização, muito divino, muito graciosa, muito especial. Espero vê-los em breve!
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirQuerida, uma paz e alegria me envolvem neste momento ao ler seu relato de parto que confirmam a grandeza que é este momento de parir um filho. Parabéns a você e seu filho por se permitirem vivenciar este momento tão sublime!
ResponderExcluirVocê disse que podia... então está lá no meu blog o seu relato de parto, veja lá se gostou! www.diariodeumadoula.blogspot.com
ResponderExcluirNicole, relato maravilhoso, mais uma vez agradeço a ti e tua familia que nos escolheram para fazer parte deste momento sublime e renovador. Foi muito instintivo, muito maravilhoso!! Bjo grande!!
ResponderExcluirNicole, coloquei teu relato no meu blog, se tiver qualquer problema, por favor, não se hesite, e peça para eu tirar ok!!! Bjão
ResponderExcluirOlá Nicole, foi um VBAC? abs,
ResponderExcluirLuciana